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Biblioteca de consulta sobre espécies ameaçadas de extinção

Base revisada em 18 de agosto de 2026

Taxfluxo Espécies ameaçadas
Institucional

Fontes e metodologia

Nenhuma informação desta biblioteca é original: tudo vem de avaliações de risco, literatura científica e documentos oficiais. O que fazemos é reunir, organizar, traduzir para linguagem acessível e indicar a origem de cada dado.

As bases de referência

União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)
Mantém a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, referência global para categorias de risco. Cada avaliação traz justificativa técnica, distribuição, ameaças e tendência populacional, produzidas por grupos de especialistas por táxon. É a fonte primária das categorias apresentadas nas fichas.
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
Conduz a avaliação nacional do risco de extinção da fauna brasileira e publica o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, além de coordenar os Planos de Ação Nacional para conservação de espécies. Fonte das classificações nacionais e das informações sobre programas em andamento no país.
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Publica as portarias que oficializam a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, documento com efeito legal no Brasil.
Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES)
Define os anexos que regulam ou proíbem o comércio internacional de espécies. As fichas indicam o anexo aplicável quando existe, porque isso determina o regime legal do comércio.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Fonte da delimitação oficial dos biomas brasileiros e dos dados territoriais usados nas descrições de distribuição.
Literatura científica revisada por pares
Artigos e revisões sobre biologia, ecologia, densidade populacional e efeitos de ameaças específicas. São a fonte de detalhes de comportamento, reprodução e alimentação que não aparecem nas avaliações de risco.
Universidades, institutos de pesquisa e programas de conservação
Relatórios técnicos e dados de monitoramento de longa duração, usados quando a metodologia está descrita e os resultados são verificáveis.
Organizações de conservação de alcance internacional
Material como o do Fundo Mundial para a Natureza é usado para contexto e para descrição de projetos, nunca como única fonte de um dado numérico.

Como aplicamos as categorias de risco

As fichas reproduzem as categorias das avaliações oficiais e não criam classificação própria. Quando a avaliação global e a nacional divergem, ambas aparecem, com identificação de qual é qual — a diferença é esperada, porque a avaliação nacional considera apenas a parcela da população presente no país.

Também registramos a data da avaliação. Uma categoria atribuída há mais de dez anos merece leitura cautelosa: pode não refletir a situação atual, sobretudo em espécies sob pressão crescente. Sinalizamos essa defasagem quando ela é relevante.

Tratamento de incerteza

Estimativas populacionais de fauna silvestre trabalham com margens amplas, e isso não é falha metodológica: contar animais em floresta densa, no oceano ou em áreas remotas é intrinsecamente difícil. Nossa forma de lidar com isso tem três elementos.

  • Quando existe estimativa com metodologia descrita, ela aparece com ano e fonte, em intervalo quando é assim que foi publicada.
  • Quando existem apenas estimativas parciais, restritas a uma área de estudo, a ficha diz que o número se refere àquela área e não à população total.
  • Quando não há levantamento suficiente, declaramos a ausência de estimativa confiável. Várias espécies desta biblioteca estão nessa situação, especialmente invertebrados, peixes de água doce e anfíbios de distribuição restrita.

O que consta em cada ficha

Ao final de toda ficha há a lista das fontes efetivamente consultadas para escrevê-la, com título, instituição, ano e endereço quando disponível publicamente. Isso permite conferir cada afirmação e seguir para o material original, que é sempre mais completo do que qualquer resumo.

A biblioteca reúne hoje 46 fichas, e cada uma indica a data da última revisão. Nossa recomendação para uso acadêmico é citar as fontes primárias, não esta biblioteca — o papel dela é ajudar a encontrá-las e a compreendê-las.

Instituições citadas nas fichas atuais

  • ACAP
  • AMLD
  • Atlantic States Marine Fisheries Commission
  • CIRVA
  • CITES
  • Comissão Baleeira Internacional
  • Conselho Internacional para a Exploração do Mar
  • Department of Conservation — Nova Zelândia
  • Fundação Pró-Tamar
  • ICAS
  • ICMBio
  • IPÊ
  • IUCN SSC Amphibian Specialist Group
  • Ministério do Meio Ambiente
  • PLOS ONE
  • U.S. Fish and Wildlife Service
  • UNESCO World Heritage Centre
  • União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)
  • World Wide Fund for Nature

Limitações que reconhecemos

Esta é uma obra de compilação, sujeita a três limitações que preferimos declarar. A cobertura é desigual: grupos bem estudados, como aves e grandes mamíferos, têm fichas mais completas que invertebrados e peixes, refletindo a distribuição do próprio conhecimento científico. O material está sempre defasado em relação à pesquisa mais recente, porque revisão leva tempo. E toda seleção de informação envolve escolha editorial, por mais criteriosa que seja.